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14 de novembro de 2014

Asas de vidro: Arquiteto Frank Gehry assina a Fondation Louis Vuitton, novo centro de artes de Paris

O canadense ganha também a mais completa retrospectiva do seu trabalho no Centre Georges Pompidou
 
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Fondation Louis Vuitton
Foto: Iwan Baan/Fondation Louis Vuitton / Divulgação
 
A obra poética de Frank Gehry para a Louis Vuitton em Paris abriu ao público esta semana com pompa e circunstância. A nova sensação do planeta das artes, a Fondation Louis Vuitton, é o novo espaço dedicado à arte contemporânea em Paris. O prédio de formas ousadas e espetaculares foi imaginado pelo célebre Frank Ghery, de 85 anos, tido como o mais importante arquiteto vivo do século 21.
 
O canandense de nacionalidade norte-americana, Prêmio Pritzker de 1989, o Oscar da arquitetura, diz aos quatro ventos que este projeto é sua “obra-prima” e é facil compreender a razão. O surpreendente edifício de 11,7 mil metros quadrados de linhas futuristas, pousado delicadamente em um hectare de um bosque, rodeado por uma cascata de 100 metros, inspirado na estrutura de vidro do Grand Palais, foi chamado de “nave”,”veleiro”,”iceberg” e de “nuvem de vidro” durante a semana em que o mundo das artes só teve olhos para este projeto.
 
Vanguarda Tecnológica
 
Há 10 anos o prédio não poderia ter sido construído por absoluta falta de soluções tecnológicas que possibilitassem a prática das ideias criativas e dos desenhos inovadores de Gehry. Foram dois anos de pesquisa que mobilizou uma equipe de 100 engenheiros de alto nível para reproduzir os gestos do artista. Para construir as lâminas gigantescas de vidro em formato de velas infladas pelo vento foram necessárias 30 invenções tecnológicas e a modelização das 10 velas, compostas por 3,6 mil painéis serigrafados, diferentes entre si.
 
Porém, o projeto iniciado há 13 anos não foi sempre do gosto da vizinhança, uma população abastada e tranquila. Os residentes do entorno de um dos mais belos parques e bosques da cidade se opuseram à construção daquele “estranho disco-voador flutuando entre o céu, as árvores e a cidade”.
 
Ao receber a demanda do presidente da LouisVuitton de um centro com espaço tradicional para exposições, ele havia se perguntado:
 
— Como construir entre um jardim e uma floresta, um espaço para expor obras de arte, um lugar opaco e sem janelas, sem provocar os vizinhos?
A solução de Gehry? Vestir o prédio de “asas de insetos de vidro!”
 
Não se sabe ao certo o preço ou o valor do investimento do prédio. Isso é um segredo entre a Vuitton e o arquiteto. Mas, visto o cuidado que foi dado à cada detalhe, a precisão de cada ponto de fixação de madeira que sustenta as velas de vidro e a elegância da superfície de cimento branco à base de pó de mármore que cobre o corpo interno do “iceberg”, o centro de tudo, fica claro que o custo não é um tema de importância… Alias, não é um tema.
 
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O canadense, Prêmio Pritzker de 1989, o oscar da arquitetura, afirma que o projeto é sua “obra-prima”
Foto: Iwan Baan/ Fondation Louis Vuitton, Divulgação.
 
Fonte: ZH Casa & Cia

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