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18 de dezembro de 2014

Fachada multicolorida impressiona pela sua beleza em um complexo na cidade de Montreal.

Ícone da cidade canadense de Montreal, o Palais des Congrès foi originalmente projetado em 1970, pelo arquiteto Victor Prus, e integra mais de três séculos de história, reunindo vestígios e reminiscências da parte antiga da cidade, chamada de Old Montréal.
 
Embora partes de sua construção remontem a mais de 100 anos (o complexo preserva intacta a fachada de uma fundação datada de 1885 e uma estação de trem construída no início do século XX), o edifício passou por ampla revitalização, entre 2000 e 2002, da qual emerge como aspecto mais marcante uma extensa, envidraçada e multicolorida superfície que reveste sua fachada de ponta a ponta.
 
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Fachada multicolorida impressiona pela sua beleza em um complexo na cidade de Montreal.
 
Dirigida e supervisionada pelo arquiteto Mario Saia, a renovação e expansão do Palais envolveu o trabalho conjunto de três escritórios canadenses: Tétreault, Parent, Languedoc et Associés; Saia et Barbarese Architectes; e Dupuis, Dubuc et Associés (Aedifica).
 
A reforma passa por inúmeras intervenções no antigo edifício, mas, segundo Saia, é na “fachada arco-íris” que se identifica o elemento central responsável por materializar a nova linguagem concebida para o projeto. “Os vidros multicoloridos foram posicionados de modo a criar um impactante efeito visual, tanto do lado de fora como de dentro do edifício”, comenta.
 
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Convertido em um dos principais pontos turísticos de Montreal, o Palais des Congrès é considerado peça emblemática entre as obras pertencentes à chamada “nova onda” arquitetônica que tomou conta da cidade. Símbolo de dinamismo e modernidade, a fachada é composta por mais 330 painéis de vidro colorido, somados a 58 painéis de vidros transparentes. “Ao longo do dia, conforme as variações de incidência solar, um lindo jogo de cores projeta-se pelas paredes e pisos internos, emulando um vibrante caleidoscópio”, descreve Saia. “Já no período noturno, em composição com a cena urbana ao redor, o edifício transforma-se em uma pintura impressionista marcada pela decomposição de cores e pelos efeitos de sombras coloridas e luminosas”, romantiza o arquiteto.
 
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Cada fachada exerce participação determinante na função global das características arquitetônicas do projeto, destacando suas especificidades em relação ao entorno do edifício. “Na face voltada para a cidade histórica, mais introvertida, a sobriedade marcada por pequenas pedras de calcário é o aspecto predominante, aliado ao vidro transparente, que garante iluminação às atividades internas, preservando a privacidade”, diz o arquiteto. “Já na fachada voltada para o centro da cidade, frenético e modernizado, a transparência das cortinas de vidro coloridas projeta um ambiente festivo e exuberante”.
 
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Anteriormente isolado na cidade, o Palais é hoje um elemento vivo, integrado e permeável. “O vidro está por toda parte, estabelecendo uma aliança entre os ambientes internos e externos, trazendo luz natural para dentro e abrindo passagem para uma interação constante”, observa Saia. “Os espaços são continuamente modificados conforme a luz penetra através dos painéis laminados por diferentes ângulos ao longo do dia.”
 
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Para criar essa pele de vidro singular, o arquiteto recorreu aos vidros laminados com as películas de PVB Vanceva, da Solutia. “A laminação com essa película não apenas garante resistência e durabilidade, como também agrega transparência e cores vivas aos painéis”, diz o arquiteto canadense Hal Ingberg, que atuou como consultor do projeto. “No caso do Palais, foram combinadas películas nas cores verde, azul amarelo e vermelho. O efeito visual é de tirar o fôlego”, comenta Ingberg. A laminação dos vidros ficou a cargo da Viracon. Já a instalação dos painéis foi executada pela canadense Visionwall.
 
Fonte: AnaVidro

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