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26 de setembro de 2014

Parece vitral, mas é impressão digital

As janelas da Primeira Igreja Batista de Curitiba são resultado de mais de mil horas de trabalho de impressão nos vidros
 
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A Primeira Igreja Batista de Curitiba decidiu fazer grandes vitrais em suas 19 janelas, com o objetivo de gerar um ambiente propício à reflexão. Mas se engana quem acredita que eles usaram a milenar técnica do vitral para isso. Na verdade, a Igreja optou por uma solução bem mais moderna: a impressão digital, que ajudou a criar o jogo de sombra e luz, e as variações de texturas de cores características dos vitrais.
 
Foram quase três anos de pesquisa, planejamento e execução desta que seria uma das partes mais desafiadoras da construção da Igreja. A principal questão em jogo era unir o padrão estético do vitral com a exigência do conforto térmico e acústico. “Só com o uso de Sistemas Glazzing em vidros insulados com impressão digital é que conseguimos o resultado que satisfizesse a nossa demanda”, explica Túlio Dias, engenheiro da Primeira Igreja Batista de Curitiba.
 
A Rissi Fachadas e Esquadrias foi responsável pela produção e instalação das peças de vidro das 19 janelas da Igreja, trabalho que durou um ano e meio. “Quando nos apresentaram o projeto com a ideia de vitrais, fomos desafiados a encontrar uma solução”, conta Vanderlei Rissi, sócio-diretor da Rissi Fachadas e Esquadrias. E para executar este projeto, a empresa comprou uma impressora da Much Colours, em 2013.
 
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No total, foram usados 3.400 m² de chapas de vidro para compor cerca de 600 m² do produto final. Cada peça de vidro, que forma os painéis da Igreja, tem 51 mm de espessura e pesa cerca de 300 kg. Isso porque as peças são formadas por cinco lâminas de vidro na composição do vidro insulado, entre as quais estão os vidros float incolor, incolor acidado, extra clear e uma camada de gás argônio.
 
Os painéis das janelas têm medidas variadas, mas o maior deles possui 22 metros de altura e é formado por 28 peças de vidro. O coordenador de projetos da Rissi, Diego Rodrigues, explica que foram usadas 192 peças para compor todas as janelas da Igreja. Cada uma delas tem dimensões de 2.000 mm x 1.600 mm, e levou cerca de 4,5 horas para ser impressa.
 
Por conta da característica singular do projeto, de fazer com que a impressão ficasse parecida com a técnica do vitral, Rodrigues calcula que, entre os testes e protótipos até a finalização da última peça, foram gastos mais de mil horas de impressão digital.
 
As artes dos vitrais retratam símbolos e cenas da vida de Jesus, e foram desenvolvidas pelos designers da Igreja: José Fernandes, Luccas Schmigel e Ronam Bonfim. “Não tínhamos feito nada parecido antes. Tivemos que aprender e estudar o método para simular o vitral”, explica Luccas Schmigel.
 
Com as artes finalizadas, o setor de projetos da Rissi fez o posicionamento das imagens e as dividiu nos painéis para a impressão das peças de vidro. Mas, antes da impressão, os vidros foram cortados, lapidados e lavados duas vezes para garantir uma perfeita adesão da tinta. Após a impressão, as peças foram para um forno especial, com temperatura aproximada entre 180 ºC e 210 ºC para a cura da tinta. E, por fim, foi feita a laminação e a insulação do vidro, antes de ele ser instalado na janela.
 
Rodrigues explica que a tinta usada foi desenvolvida com nanotecnologia e tem partículas tão pequenas que penetram na porosidade dos vidros. “Além da qualidade da tinta utilizada, esta obra está protegida 100% dos raios UVA e UVB através de quatro lâminas de vidros e três lâminas de PVB. Garantindo ainda mais durabilidade”, completa o coordenador de projetos.
 
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Fonte: Revista Tecnologia & Vidro

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