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22 de abril de 2013

Tecido de vidro é ainda pouco conhecido por profissionais

Copa do Mundo e Olimpíadas podem impulsionar o uso do tecido  de vidro em locais de grande porte no Brasil.

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(Estádio do Mineirão. A cobertura transparente é feita de filamentos contínuos de vidro (tipo E) (Blog do Planalto/Flickr)).

SÃO PAULO – Tecidos feitos com filamentos de vidro são fibras de alta durabilidade, largamente usadas no Brasil. Apesar de estarem presentes nos tetos de aeroportos e estádios de futebol, as fibras são pouco conhecidas pelos profissionais e ainda não são fabricadas no país.

É o que diz o estudo de Regina Guidon de Assis, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), que visou apresentar as características desse tipo de material e a visão dos profissionais brasileiros sobre as qualidades e desvantagens deste tipo de tecido.

O tecido do estudo de Regina possui filamentos contínuos de vidro (tipo E), bastante conhecido pela marca Teflon®. Seu uso requer finalidades que demandam alta resistência e durabilidade.

“A resistência ao calor e o fato de ser não inflamável faz dele uma excelente opção para aplicações onde se deseja um isolamento térmico e/ou acústico”, diz Regina em seu estudo.

As aplicações tensionadas foram o foco do estudo de Regina, ou seja, usadas em coberturas de aeroportos, estádios, terminais de transporte entre outros.

“Uma das características marcantes das estruturas de membranas têxteis é a sensação de leveza e fluidez que elas conseguem passar. É possível a construção de formas “orgânicas” muito atraentes e em perfeita harmonia com o ambiente mesmo em coberturas de grandes espaços”, diz Regina.

Um aspecto curioso desta fibra é que quando o material é produzido, possui coloração amarelada, bege ou cinza, e com o passar do tempo e exposição ao sol, torna-se branco.

Regina explica que atualmente não se usa muito a fibra no país para cobertura de locais de grande porte, mas sim de tamanhos pequenos e médios. Mas a pesquisadora diz que isso pode mudar com os grandes eventos da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

“Os eventos esportivos que ocorrerão no país nos próximos anos devem contribuir para uma maior utilização de soluções arquitetônicas modernas, já utilizadas em outros países, dentre elas as estruturas tensionadas”, afirma a pesquisadora.

Com sua pesquisa, Regina levantou informações em um questionário direcionado aos profissionais da área têxtil que apontaram que no Brasil estas fibras são conhecidas pela sua beleza e aspecto de modernidade.

As desvantagens encontradas da fibra foram a falta de profissionais especializados e de legislação e desconhecimento da fibra por parte dos clientes.

Em resumo, o cenário da utilização desta fibra no Brasil atualmente é “pouco conhecida, relativamente tímida, mas bastante interessante”, conclui Regina.

Este estudo foi um dos temas apresentados no 1º Congresso Científico Têxtil e de Moda (Contexmod) que teve início nesta terça-feira (16) e termina hoje (18). Promovido pela Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), o congresso visa o intercâmbio de experiências técnico-científicas entre os profissionais da área têxtil e de moda.

O evento acontece paralelamente ao XXV Congresso Nacional de Têxteis Técnicos (CNTT), também da ABTT, e à feira Tecnotêxtil Brasil 2013, promovida pela Feiras, Congressos e Empreendimentos Ltda (FCEM).

Todos os eventos ocorrem no Pavilhão Azul do Expo Center Norte.

Fonte: The Epoch Times

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