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16 de setembro de 2014

Um chalé versátil e conchegante no jardim

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Simples, pequeno e tipicamente contemporâneo. O projeto para o Nevis Pool and Garden Pavilion, um pequeno pavilhão concebido para servir como um anexo da casa principal, é um exemplo singular de como explorar a aplicação residencial do vidro de forma objetiva, funcional e inteligente, sobretudo quando o intuito é estabelecer ambientes pequenos porém conectados entre si e integrados com o meio externo. Segundo o autor do projeto, o arquiteto americano Robert M. Gurney, o propósito central era ser um espaço acolhedor e que dialogasse com o entorno, uma floresta nativa e preservada nos arredores de Washington, DC, nos Estados Unidos. “Tendo um bosque como vizinho, a casa tem como quintal um imenso e verdejante jardim repleto de árvores robustas, um verdadeiro tesouro natural”, comenta Gurney.
 
O norte do volume principal baseou-se em estabelecer um contraponto entre a estrutura de pedra, onde são acomodados os ambientes privados, e a caixa transparente, um espécie de pavilhão envidraçado, estrategicamente posicionado para estabelecer o elo com o ambiente externo, onde trilhas, árvores e jardins foram projetados para reforçar um padrão geométrico e organizado para o projeto. “O pavilhão foi concebido para ser usado em qualquer época do ano. Ele atua como o limiar entre a paisagem projetada, de um lado, e a floresta nativa do outro”, descreve o arquiteto. Sobre a estrutura envidraçada, um telhado de ardósia de formato triangular confere um aspecto de chalé ao espaço, que abriga uma aconchegante lareira também de pedra.
 
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Com paredes envidraçadas nas quatro faces, uma delas formando uma superfície contínua com a lareira, o pavilhão torna-se um espaço de imersão na natureza, protegido e transparente. De um lado, folhas de vidro fixas foram instaladas com o intuito de dissolver as barreiras visuais entre o ambiente interno e o externo. Do outro, um sistema especial de portas de correr de vidro, fornecido pela americana Hope’s Windows, encarrega-se de dar acesso ao terraço, onde está localizada a piscina. “A superfície da extremidade oposta à lareira também é envidraçada e integra-se a grandes portas de vidro pivotantes com estrutura de aço. O movimento das portas permite aberturas generosas e desobstruídas entre o terraço da piscina o interior do pavilhão”, descreve o arquiteto.
 
“A ideia é que o pavilhão seja usado como um espaço aberto na maior parte do ano, mas com a possibilidade de tornar um ambiente aconchegante e aquecido nos meses de inverno.” Ao todo, foram utilizadas cinco portas de vidro, todas emolduradas por perfis de aço. Elas constituem superfícies instaladas em continuidade com as paredes de vidro, estas sem moldura, com chapas fixadas por meio de silicone estrutural. “As paredes de vidro estendem-se e se encontram nos cantos, reforçando o fechamento envidraçado”, conta Gurney.
 
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No interior, uma cozinha em aço inoxidável compõe o espaço com bancos de madeira e se liga ao living ancorado em frente à lareira. O piso de pedra azul, as paredes de pedra e madeira e o teto também de madeira, acompanhando a inclinação do telhado em duas águas, contribuem para tornar o ambiente ainda mais aconchegante. “O pavilhão é destinado a fornecer abrigo contra condições climáticas mais severas, ao mesmo tempo em que permite apreciar tanto o paisagismo do jardim como os arredores de mata nativa”, conclui o autor do projeto.
 
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Fonte: Revista Vidro Impresso

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