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07 de junho de 2013

Vidros integram casa paulistana à rua e ao jardim interno

Piso e forro de madeira refletem a luz nesta casa de vidro paulistana.

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Há certa ambiguidade no ar. Uma sucessão de planos envidraçados mantém indefinidos os limites entre interior e exterior, deixando o olhar livre a esgueirar-se pelos espaços vazios e construídos desta morada. Neste lugar, tudo rima razão e sensibilidade. As linhas rígidas de concreto e metal que definem os contornos do refúgio urbano são suavizadas pelas transparências dedicadas a oferecer leveza e mesclar o fora com o dentro, numa deliciosa simbiose. Erguido em meio a um oásis paulistano, numa das regiões mais arborizadas da cidade, o projeto desta casa se aproveita das vidraças para alcançar a copa das árvores e desenhar uma estimulante ideia de continuidade. De tão bem traçada, a tática dilui também os limites entre o lote e a cidade. “Imaginamos o térreo livre, com uma série de jardins conectando-se ao verde da rua”, diz Fernando Viegas, do escritório Una Arquitetos, autor da obra. Apenas generosas peles de vidro poderiam dar forma a uma proposta tão fluida. Delas vem outro trunfo da construção: ao refetirem a vegetação, o espelho-d’água e a piscina, aguçam a percepção sensorial do espaço, marcado ainda pelo pé-direito ora simples, ora duplo. E a luz… Esse é um espetáculo à parte. Durante o dia, o sol percorre a casa, delineia os recortes, promove um jogo de sombras. Quando a tarde chega, ele rebate na água tranquila e se projeta sobre o teto revestido de compensado naval virolinha, inundando o salão com uma calorosa luz dourada. Baseada em elementos simples e diretos, essa linguagem materializa uma morada cuja atmosfera é suscetível às variações do clima. Até em dias de chuva, os pingos caindo têm a mesma poesia de dias ensolarados e noites estreladas. Tão importante quanto tudo isso é a capacidade dos ambientes de se moldarem à alma alegre dos proprietários, um casal de advogados. “Numa das nossas últimas festas, um amigo DJ colocou as pick-ups no porta-pratos e avaliou que a sala era perfeita para baladas”, festeja a moradora.

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Com estrutura de alumínio, a porta pivotante (Dinafex, execução da Jmar) define a entrada. Ela também marca a transição entre o mosaico português (Marmoraria Butantã) da garagem e as réguas de cumaru (Pau-Pau), no hall e no piso superior. Projeto do arquiteto Fernando Viegas.

Obra seca

Muros paralelos de concreto, com 10 m de distância, definem os apoios dos planos suspensos. O vão entre eles foi vencido por vigas de aço, que sustentam as lajes superiores de concreto pré-fabricado. Separado do corpo principal, o módulo dos fundos abriga uma sala de jogos e de TV no térreo e, no pavimento de cima, uma suíte de hóspedes, também voltada para a face nordeste.

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Fonte: Casa.com.br

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