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15 de janeiro de 2014

Vidros solares disputam a preferência dos consumidores

Tendência atual valoriza mais luz, menos calor e aspecto natural.

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Sucessivas ações de marketing promovidas pelos fabricantes de vidros estão finalmente conscientizando o público consumidor de que é uma atitude inteligente adotar vidros de controle solar para as janelas, seja em imóveis comerciais ou residenciais. O custo-benefício em longo prazo, principalmente na economia no dimensionamento do sistema de ar condicionado, compensa o pouco investimento a mais feito no momento da compra. Isso sem falar na valorização do imóvel por conta do maior conforto interno que esses produtos oferecem.

Trata-se de uma tendência mundial, que vem aliada à questão da sustentabilidade dos edifícios. Os vidros de controle solar contribuem para a redução do consumo de energia elétrica, diminuindo o uso de ar condicionado e iluminação artificial, já que fornecem conforto acústico e térmico ao ambiente. Desta forma é possível afirmar que a utilização destes contribui para a obtenção da certificação LEED, um dos critérios de avaliação para atestar a sustentabilidade dos edifícios pelo Green Building Council (GBC).

A reboque dessa tendência cresce, entre os produtores, a disputa pela preferência de seus vidros de controle solar, com destaque na atualidade para os produtos que possuem aparência neutra e maior capacidade de barrar o calor, ao mesmo tempo que deixam a luz natural entrar. E os esforços dos fabricantes têm sido empregados em desenvolver produtos seguindo essa orientação.

A AGC Vidros do Brasil, por exemplo, lançou em outubro o Stopray Lamismart 24, que tem como diferencial as taxas de transmissão de luminosidade (até 24%) e bloqueio de calor (até 75%). “Em relação aos concorrentes, ele deixa entrar mais luz e menos calor”, explica Denis Ramboux, diretor de vendas e marketing da companhia.

Tal afirmação, entretanto, depende do ponto de vista do usuário. O produto passa a competir diretamente com o SunGuard SNL 37, da Guardian do Brasil, que possui taxa de transmissão luminosa de 37% e barra 71% do calor. Tal lançamento foi aplicado recentemente na fachada de um shopping center na Barra de Tijuca, na cidade do Rio de janeiro. Também faz concorrência a diversos produtos da linha Habitat, da Cebrace, que sem mencionar valores enfatizam para o consumidor final a questão do aspecto neutro da fachada promovido por diversos produtos e o controle do calor que entra no ambiente interno.

Guardian-SunGuard---Eco-Berrini

Vidro ideal

Na verdade não há como avaliar qual o vidro ideal tendo-se como critério o que faz sucesso na Europa ou nos Estados Unidos. E nem qual o melhor vidro para o mercado brasileiro. Alguns lançamentos ditos como “adequados ao mercado nacional”, aliás, permitem a passagem de luz que os tornam inviáveis para vários Estados nordestinos – por exemplo –, pois permitiriam o desconforto causado por ofuscamento. Estes, porém, serviriam bem a diversas cidades do Sul.

Da mesma forma, alguns usuários, mesmo contrariando a tendência atual, procuram a privacidade e a aparência hi-tech que um vidro com aspecto espelhado proporciona durante o dia, principalmente para edifícios comerciais. E, de quebra, obtém grande capacidade de barrar o calor do sol.

A verdade é que existem vidros de controle solar adequados às mais variadas necessidades e preferências.

Uma comparação antiga que se faz nessa área é com a indústria automobilística. Costuma-se perguntar: qual automóvel tem melhor desempenho? O último modelo esportivo da Ferrari ou um Jipe Hummer 4×4? A resposta correta, assim como no caso dos vidros, dependerá de diversos fatores, pois são produtos diferentes criados para situações diferentes. Cabe ao empresário do ramo vidreiro saber ouvir e apresentar a solução que melhor promova a satisfação dos usuários.

Fonte: Tecnologia & Vidro

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